A natureza humana é alicerçada sobre quatro eixos formadores, que interagem entre si em diferentes e variáveis proporções em cada indivíduo: o endótipo, o genótipo, o fenótipo e o biótipo.
O primeiro eixo chamado endótipo (tipo intrínseco ou tipo internalizado) é constituído das tendências, predisposições, vocações e carmas que cada pessoa traz de vidas passadas.
Em rápidas e curtas palavras, o endótipo é a síntese consolidada de tudo o que foi aprendido e assimilado em existências pretéritas somado ao carma acumulado dessas vidas.
È o endótipo que faz com que gêmeos univitelinos, que têm a mesma base genética e passaram pelo mesmo processo de educação e condicionamento, desenvolvam caráter, comportamento e temperamento diferenciado.
Toda a experiência humana é armazenada no corpo causal (o corpo do Eu Superior), e a experiência transcorrida em cada um dos corpos da personalidade (físico, astral e mental) é armazenada nos átomos permanentes de cada um desses corpos e transferida para os respectivos corpos das encarnações subseqüentes. O endótipo é produto dessa emergência de carmas, predisposições, vocações, tendências e características intrínsecas transferidas da bagagem de memória sideral do ser humano, acumulada em muitas existências.
O genótipo é a influência no caráter humano causada pelos genes de nossos ancestrais, particularmente dos genitores, embora haja influência genética de ancestrais até a quinta geração anterior.
A ciência ignora o motivo de, entre tantos genes disponíveis, cada indivíduo receber determinada “seleção” de genes aparentemente aleatórios, sendo que alguns genótipos levam o indivíduo a doenças congênitas irreversíveis, tal como a Síndrome de Down, entre outras. A causa desse fato é a influência do endótipo sobre a formação do genótipo.
A seleção genética não é casual. Ela é conseqüência da atratividade exercida pelo endótipo sobre os genes correspondentes.
Daí o gravíssimo perigo em que incorrem os geneticistas e clonadores materialistas.
Com todo o seu saber e sua técnica, eles ignoram totalmente a estreita correspondência entre o genótipo e o endótipo. O rompimento dessa correspondência e a produção de um padrão genético não alinhado com o endótipo podem provocar rupturas e doenças novas de efeito imprevisível.
O terceiro eixo fenótipo(do grego phainéin = mostrar) refere-se aos padrões aprendidos e incorporados por repetição, aprendizado e condicionamento, que se acrescenta às influências anteriores do endótipo e do genótipo.
O fenótipo exerce uma influência modificadora e atualizadora sobre os eixos anteriores.
No final da existência, quando é feita a “contabilidade” de tudo o que foi aprendido pela recente experiência de vida, o fenótipo é incorporado pelo endótipo e também pelo genótipo, pois o primeiro “escolhe” os genes de acordo com leis de afinidade e de correspondência.
A finalidade da existência física é desenvolver um fenótipo que atualize, modifique, transforme e desenvolva evolutivamente as características já acumuladas no endótipo.
O genótipo funciona como um padrão intermediário que fornece as condições biológicas e psicológicas, que servirão de matriz para esse desenvolvimento.
Finalmente, obiótipoé a cristalização das três influências anteriores em um organismo físico, regendo a saúde, a aparência física e as aptidões reflexo-motoras do corpo físico.
Por isso se diz que o corpo é o “cristal do tempo”. Nele estão inseridas e gravadas a história de nosso passado, dos ancestrais e também daquilo que adquirimos e atualizamos na presente existência.
Para quem sabe ler essa mensagem gravada em código biológico, tudo isso está registrado nos traços fisionômicos, nas linhas das mãos, na expressão facial e nos gestos.
O ser humano é um ente extremamente complexo, produto de uma longa evolução e de uma seqüência de encarnações, cujas influências se fazem presentes em sua vida, em todos os momentos.
A compreensão dos quatro eixos básicos formadores da constituição humana é fator de extrema importância para aclarar todas as complexas e intricadas questões relacionadas à condição humana. O efeito mais positivo dessa forma de abordar a natureza humana é compreender que o ente humano não é algo pronto e concluído, que possa ser julgado e rotulado, e sim um processo que se desdobra, se transforma e se expande ao longo das eras.