MATÉRIA E ENERGIA: UM NOVO PARADIGMA

A equação proposta e posteriormente comprovada por Albert Einstein de que E=mc2 (Energia é igual à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz) mudou para sempre nossa compreensão do mundo.

A energia deixou de ser um atributo da matéria, como se pensava anteriormente.

Matéria e energia são reciprocamente conversíveis e intercambiáveis.

Acabou-se a linha de demarcação que separava a matéria da energia. Ambas são apenas estados diferentes da mesma coisa. Falta ainda definir o que é essa “coisa” que ora se manifesta como matéria e ora se manifesta como energia, mas algo aconteceu em definitivo: o universo tornou-se fluido e desmaterializado, depois de comprovada a equação da conversibilidade.

O materialismo, como filosofia e como forma de perceber o mundo, foi extinto por falta de matéria que dê sustentação a essa linha de pensamento.

Mesmo antes da equação da conversibilidade de Einstein, o materialismo só poderia ser entendido como uma reação radical aos excessos de dogmas e fundamentalismos das religiões clericais. Pessoas de índole mais intelectual se refugiavam na trincheira do materialismo, porque ali se julgavam a salvo das interpolações e dogmas eclesiásticos que eram obviamente uma agressão à inteligência e à liberdade de pensamento.

Os dogmas eram produzidos como uma defesa da fé contra as especulações, questionamentos e filosofias produzidas por livre-pensadores.

Como a humanidade evolui em movimentos dialéticos de tese, antítese e síntese, seria previsível que os excessos fundamentalistas da teologia desencadeassem um movimento oposto de negação de todos os princípios da religião, surgindo daí o materialismo.

Para aprofundar mais ainda a imersão do novo paradigma na não-substancialidade do mundo, a física quântica tem descoberto no interior dos átomos partículas virtuais, tais como os quarks e férmions, que se comportam como eventos (singularidades) que aparecem e desaparecem em frações de segundos.

As partículas infra-atômicas não são grânulos de matéria orbitando em torno dos núcleos atômicos. São fluxos de energia irradiando em forma de ondas estacionárias, que assumem, em certas condições, o comportamento de partículas.

Embora todos nós continuemos a ver as paredes sólidas e uma mesa como objetos fixos e densos, sabemos que, na realidade, isso é ilusão de ótica, sendo a parede tão móvel como a água de um rio, com a diferença que não podemos ver, a olho nu, o movimento das partículas. A colher que usamos para levar a sopa até a boca é tão fluida e dinâmica quanto a própria sopa ou o vapor que dela emana.

Sabe-se hoje que a colher somente é um objeto estático e sólido para nossos sentidos físicos. Qualquer cientista que examinasse essa colher em um laboratório de física molecular iria percebê-la como um campo dinâmico de energia em movimento e tão cheia de espaços vazios entre seus átomos, que causa espanto que a sopa não vaze por entre esses intervalos.

Isso só não acontece porque os átomos da sopa também vibram na mesma freqüência dos átomos da colher, criando padrões de interferência, que impedem que tal fato aconteça.

É também por essa razão que não podemos atravessar uma parede, apesar de termos corpos formados por enormes vazios entre os átomos, e a parede, da mesma forma, ter mais vazios do que densidade atômica.