Nas fotografias kirlian, especialmente as tiradas das pontas dos dedos, pode-se notar três padrões de cores: o azulado, o rosa-avermelhado o branco-amarelado.
Essas cores representam os três tipos essenciais de energia que circulam na constituição bioenergética humana:
O azulado é eletricidade biológica, que circula como fluido nervoso. É a energia do Primeiro Logos (o Pai da Trindade cristã ou Shiva da Trindade hindu).
O Rosa-avermelhado é prana, que circula como vitalidade, ou fluido vital, a energia do Segundo Logos (o Filho da Trindade cristã ou Vishnu da Trindade hindu).
O amarelo claro é kundalini, a energia que circula como potencializadora e criadora, tanto no plano da sexualidade, quanto no da inspiração. É a energia do Terceiro Logos (o Espírito Santo da Trindade cristã ou Brahma da Trindade hindu).
A foto kirlian, por ser um recurso artificial de intensificação do campo áuricobioplasmático, através de indução eletrostática, provoca algum grau de distorção no fluxo natural das energias, mas, mesmo assim, é um bom indicador da existência dos campos sutis de energia do corpo humano, além de ser o único recurso que permite uma visualização objetiva, independente de sensitivos e clarividentes.
A energia azulada entra no campo etérico pelas plantas dos pés, pela palma das mãos e pelos chacras localizados nos ombros. È expelida pelas pontas dos dedos dos pés e das mãos e, em menor escala, pelos joelhos e cotovelos.
A energia rosa-avermelhada entra no campo etérico principalmente pelo chacra do baço (esplênico) e também pelo chacra dos pulmões, localizado entre as omoplatas. É expelida pela expiração, pelas pontas dos dedos das mãos e pelos poros da pele.
A energia branco-amarelada é absorvida pelo chacra que fica na base da coluna (muladhara) e expelida pelo chacra extra-ráquis, uma espécie de cauda etérica, que é um prolongamento energético da coluna vertebral, que serve para descarregar para a terra os excessos e os resíduos de kundalini.
Essas três energias não são apenas energias básicas do campo etérico humano. São as energias básicas do universo, constituindo as três modalidades primárias de manifestação da energia universal. O uno sem limites para se manifestar se divide primeiramente em três aspectos diferenciados: a vontade (azul), o amor (rosa-avermelhado) e a inteligênciacriadora (amarelo-claro)
“Assim como é em cima, assim é em baixo, para realizar o milagre da unidade”, afirmou Hermes Trimegisto, em sua Tábua de Esmeralda. Sendo o homem um “microcosmos”, uma réplica em escala menos do macrocosmos, é compreensível que sua constituição energética básica seja a mesma do macrocosmos, embora no ser humano essas cores tendam a se apresentar turvas ou enfraquecidas, devido ao mau uso das energias ou à falta de desenvolvimento de algumas qualidades essenciais.
Esse princípio de analogia também permite compreender a frase gravada no frontal do templo de Apolo em Delfos: GnothiSeauton (conhece-te a ti mesmo). Na parte interna no frontal, estava acrescentado o restante da frase “E conhecerás o universo e os deuses”.
Além da correspondência entre as três energias básicas e a constituição humana, existe outra correspondência ainda mais intricada: cada um dos corpos existenciais do ser humano corresponde a um dos planos dimensionais do universo. O corpo físico corresponde ao mundo físico; o corpo astral, ao mundo astral; o corpo mental, ao mundo mental; o corpo intuicional, ao mundo intuicional. E assim por diante.
Acima do mundo intuicional, não temos ainda corpos no sentido exato dessa palavra.
O que temos são átomos-semente desses planos, em torno dos quais serão construídos campos de manifestação em futuras etapas da evolução humana.
Em todos esses planos dimensionais do universo, manifestam-se as três energias básicas citadas, que constituem o fundamento de qualquer forma de manifestação objetiva .
Os próprios átomos são constituídos pela diferente combinação dessas três modalidades fundamentais de energia, que, condensando-se em ciclos fechados, formam a matéria.
Matéria nada mais é do que energia condensada, conforme demonstrado pela famosa equação da conversibilidade de Einstein, E=MC2 (energia é igual à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz).
A compreensão desses padrões primários e essenciais da energia universal é o ponto de partida para qualquer trabalho que se relacione com os campos sutis que formam a rede de sustentação de todas as formas de manifestação no universo.