OS MUNDOS SUTIS

Os mundos sutis são campos de manifestação da vida única, regidos por leis diferentes do mundo físico. Segundo as principais tradições espirituais da humanidade, nosso sistema solar é constituído por sete dimensões de vida, sendo cada uma delas subdividida em outras sete sub-regiões.

Há também sete universos paralelos, com suas respectivas sete dimensões de vida, mas esse é um assunto complexo e controvertido, reservado para futuras revelações espirituais, concedidas à humanidade, de tempos em tempos.

Em nosso sistema solar, as dimensões de vida já divulgadas e conhecidas são as seguintes:

 

1 – Mundo do Logos

2 – Mundo das Mônadas ou Centelhas Divinas

3 – Mundo Nirvânico

4 – Mundo Búdico ou Intuicional

5 – Mundo Mental

6 – Mundo Astral

7 – Mundo Físico

 

O ser humano tem um corpo correspondente a cada plano do universo, sendo, por esse motivo, chamado de “microcosmo”.

Na etapa atual de nossa evolução, o homem tem o desenvolvimento quase completo de seu corpo físico e astral, estando a meio caminho do desenvolvimento do corpo mental. Os corpos búdico e nirvânico estão em estado germinal, estando seu desenvolvimento reservado para futuras etapas da evolução humana.

Como estes corpos ainda não têm nenhum desenvolvimento, é impossível à maioria dos seres humanos qualquer tipo de vivência nesses planos, tanto em seus estados pós-morte, quanto em estados de consciência alterada, no êxtase ou samadhi.

O mundo sutil mais próximo de nossa consciência é o mundo astral, que está, em termos vibracionais, mais próximo da matéria física. É esse o plano em que vivemos por algum tempo após a morte, correspondendo ao purgatório das religiões cristãs. Suas regiões inferiores, imersas em trevas, correspondem ao inferno das religiões populares.

O “céu” ou paraíso são as regiões superiores do mundo astral e as regiões paradisíacas do mundo mental, onde o pensamento, já purificado, adquire uma capacidade ilimitada de plasmar seu próprio cenário.

O astral é um mundo de luz difusa e brilhante, tendo, por isso, recebido um nome associado aos astros, dado pelos alquimistas medievais: por ter uma luminosidade que faz lembrar o brilho noturno das estrelas.

O astral é um mundo regido por forças psíquicas ligadas ao sentimento, ao desejo e à impressionabilidade. Está polarizado entre as forças de atração e de repulsão, possuindo uma matéria extremamente plástica e moldável às impressões emocionais e aos padrões fixos de pensamento.

O mundo imediatamente acima do astral é o plano mental, onde o pensamento tem um poder absoluto e qualquer pensamento pode criar imagens e cenários.

No mundo astral, só os pensamentos repetitivos e tornados automáticos e inconscientes têm o poder de plasmar essas imagens e clichês.

O mundo astral está associado ao inconsciente humano e sua função é tornar-nos conscientes dos verdadeiros padrões, motivos e inclinações que regem nossa vida, mesmo que não estejamos disso conscientizados.

Nesse sentido, a vida após a morte pode ser considerada uma viagem para nosso interior, onde temos de nos defrontar com nosso eu oculto e avaliar até que ponto fomos verdadeiros conosco mesmos e até que ponto fomos bons e úteis para com nossos semelhantes.

Dizem alguns tratados esotéricos que a vida astral geralmente dura cerca de um terço da vida física, embora as sensações de prazer e de dor sejam três vezes mais intensas do que no mundo físico. Essa intensificação de sensações na vida astral acontece porque ali já não existe mais o “tampão amortecedor” do mundo físico, estando a alma diante de si mesma, em confronto com suas próprias contradições.

O astral, assim como os demais mundos sutis, constitui os mundos psicológicos. Ali o tempo sofre uma distorção muito acentuada, de acordo com os estados psicológicos. Em estado de satisfação ou felicidade, ficamos mais próximos da eternidade, e o tempo parece deixar de existir. Em estado de sofrimento, o tempo, ao contrário, sofre uma intensa dilatação, e algumas semanas de sofrimento parecem levar anos. E anos parecem ser séculos.

É daí que surgiu a monstruosa e equivocada idéia do castigo eterno para os pecadores impenitentes.

Todas as regiões do universo têm a sua própria finalidade e sua própria importância na ordem das coisas, embora não haja dúvidas de que as regiões mais densas estão mais afastadas da fonte do ser, o que provoca maior incidência de sofrimento. São mundos regidos pelo carma e pelas experiências compulsórias das primeiras fases da jornada eterna.

Apesar disso, todo esse sofrimento inerente à vida na forma não é mais do que uma fração de segundo na eternidade. São apenas os primeiros passos de uma jornada eterna rumo ao ilimitado.