Segundo H.P.B., em artigo publicado na revista The Theosophist,  em julho de 1884, Mahatma (ou Mestre de Sabedoria ou Arhat ou Adepto) “é um personagem que, por meio de educação e treinamento especiais, desenvolveu suas faculdades superiores e atingiu aquele conhecimento espiritual que a humanidade comum adquirirá depois de passar por séries inumeráveis de encarnações durante o processo de evolução cósmica, desde que, naturalmente, neste meio tempo, ela não vá contra os propósitos da Natureza...”

Na Carta 2, em As Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett, o próprio Mahatma Koot Hoomi [K.H.] descreve quem é o Adepto.  

“O Adepto é a rara eflorescência de uma geração de buscadores; e para converter-se num deles é preciso obedecer ao impulso interno da alma sem levar em conta as cautelosas considerações da ciência ou da inteligência mundanas.”

São homens vivos, mortais, e não espíritos em contato com humanos. O corpo que usam dura muitíssimo mais do que o ser humano comum, pois eles seguem rigorosamente a lei da natureza e não desperdiçam suas forças vitais. Quando precisam “trocar” de corpo, conservam a autoconsciência, diferentemente do  homem comum, para quem a morte é esquecimento.

Nesse trecho da Carta 17, em As Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett, o Mestre K.H. explica como um adepto adquire conhecimento:

"Acredite, há um momento na vida de um adepto em que todas as adversidades pelas quais passou são recompensadas mil vezes. Para adquirir conhecimento adicional, ele já não tem que recorrer a processos minuciosos e lentos de investigação e comparação de várias questões, mas alcança uma visão instantânea e implícita de cada verdade básica. ... O adepto vê, sente e vive na própria fonte de todas as verdades fundamentais..."

Ainda segundo Blavatsky, “Eles são membros de uma Fraternidade oculta [mas] de nenhuma escola indiana em particular. Esta Fraternidade não se originou no Tibete, mas a maioria dos seus membros e alguns dos mais elevados entre eles estão e vivem constantemente no Tibete.”

A.P. Sinnett trocou correspondências com os Mahatmas, que foram compiladas na obra "As Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett." Como descreve Sinnett, na pág. 98 de seu livro O Mundo Oculto, essa troca das correspondências começou assim:

"Um dia perguntei à Sra. Blavatsky se ela poderia entregar uma carta a um dos Irmãos, caso eu resolvesse escrever uma, explicando meus pontos de vista. ...como ela disse que tentaria, escrevi uma carta, endereçando-a "ao Irmão Desconhecido", e a entreguei a ela para ver se haveria algum retorno."

Mas por que os Mestres aceitaram corresponder-se com dois leigos como Sinnett e seu amigo Hume? O próprio Mestre K.H. explica, na Carta 68, que:

"De todos os nossos semichelas [aprendizes] vocês dois são os que mais provavelmente usarão para o bem geral os fatos que lhes foram transmitidos. Vocês devem vê-los como algo que lhes foi dado em confiança para o benefício de toda a sociedade; para ser passado adiante, e empregado e reempregado de muitas maneiras e de todas as maneiras que forem boas."

Em julho de 1875, poucos meses antes da fundação da Sociedade Teosófica em Nova Iorque, Blavatsky explica em seu diário, citado na obra Collected Writings, vol. 1, pág. 124, que o estabelecimento da S.T. foi o resultado da vontade dos Mahatmas:

“M. deu ordens para formar a Sociedade...“; “Ordens recebidas da Índia mandam estabelecer uma Sociedade filosófico-religiosa e escolher um nome para ela, e também escolher Olcott.”