Helena Petrovna Blavatsk (HPB)

Nascida a 30 de julho de 1831 em Ekaterinoslava, Ucrânia, à época de uma epidemia de cólera, era neta do govenador de Saratov. A. P. Sinett afirmou: 'Ela entrou no mundo em meio a caixões e lágrimas'.
Foi batizada na Igreja Ortodoxa Russa, quando o primeiro de muitos fatos estranhos em sua vida ocorreu:
o templo pega fogo e o sacerdote fica seriamente queimado. Recebeu uma educação
tradicional, lendo e falando francês, estudando piano (discípula de Ignaz Moscheles) e pintura. Aos dezoito anos é obrigada a casar-se com o General Nikifor Vassilyevich Blavatsky, vários anos mais velho. Devido a não se submeter
ao marido, é mantida em casa praticamente como prisioneira, mas consegue escapar e, com ajuda financeira do pai, empreende a mais fantástica viagem de que se tem notícia, em busca do sobrenatural.



· 1849-50: Cruza a Turquia, a Grécia, o Egito e chega à França.
· 1851: Encontra o Mahatma Morya, seu mestre espiritual.
· Outono de 1851: estuda medicina natural com os índios de uma tribo de Quebec (Canadá) indo depois conhecer a comunidade Mormom em Illinois (EUA).
· Inverno de 1851: conhece rituais Vodu em Nova Orleans e segue para o Texas em direção à América Central via México.
· 1852: Chega ao Peru onde conhece vários templos descritos em sua primeira obra (Ísis sem Véu).
· Verão de 1852: com um inglês (que havia conhecido na Alemanha) e um hindu, dá a volta na África e chega ao Ceilão.
· Faz a primeira tentativa de entrar no Tibet, sendo presa pelos ingleses e trazida de volta à Índia. Retorna à Inglaterra permanecendo por um ano.
· Verão de 1854: Volta ao EUA, passando por Nova York e Chicago até chegar à Califórnia.
· 1855-56: Parte para o Japão conhecendo a mais esotérica das seitas, os Yamabuchis.
· 1857-60: Retorna à Europa, passando pela França e Alemanha e retornando no natal à Rússia. Permanece com a família.
· 1861: volta a viver com o marido durante um ano.
· 1863-65: passa pelo Cáucaso, cruza os Estados Bálticos, Egito, Síria e volta à Itália.
· 1865-67: consegue entrar e estudar num mosteiro na região de Chigadze, no Tibet, sendo iniciada nas Estâncias de Dzyan.
· 1867: Já na Itália, luta ao lado de Garibaldi, na batalha de Mentana, sendo ferida.
· 1868: de Florença parte para Belgrado (Iuguslávia) e daí para Constantinopla. Da Turquia se dirige novamente à Índia, retornando ao Tibet, onde permanece até 1870.
· 1871: retorna à Europa e no verão parte ao Egito sendo uma das poucas sobreviventes de uma explosão do navio SS Eunomia. Forma uma Sociedade Espírita no Cairo a fim de investigar os fenômenos mediúnicos - primeira tentativa de formar uma organização. A Sociedade não vai para frente e ela parte em abril de 1872 para a Síria e a Palestina, entrando em contato com os drusos do Monte Líbano e retorna à Rússia.
· 1873: de Bucarest vai à Paris e em seguida à América onde, devido à morte de seu pai, passa a ter dificuldades financeiras, e passa a trabalhar na imprensa.
· 1874: presencia estranhos acontecimentos espíritas em Vermont a 14 de outubro, quando conhece o Coronel Henry Steel Olcott, e demonstra a ele que ela mesma podia reproduzir aqueles fenômenos, sugerindo sua real explicação.
· 1875: funda a Theosophical Society.
· 1876: escreve sem parar 'Ísis sem Véu'.
· 1878: naturaliza-se americana e parte para a Índia com o coronel Olcott.
· 1879: conhece Alfred Percy Sinnett, jornalista de grande penetração na Índia.
· 1880: consagra-se budista, no Ceilão, época de intensa atividade de propagação da Teosofia.
· 1882: volta ao Tibet.
· 1884: volta à França para trabalhar na sua obra 'A Doutrina onde trabalha na sua obra máxima, a 'Doutrina Secreta'.
· 1885: de novo no Ceilão, adoece gravemente, mas recupera-se subitamente e deixa a Índia pela última vez indo à Itália e à Suiça onde mergulha firma na elaboração da 'Doutrina Secreta'.
· 1887: gravemente enferma continua a criação de sua obra magna até a sua publicação em 1888.
· 1888: Por determinação dos Mestres, ela fica responsável pelos assuntos espirituais, internos e psíquicos, sendo fundada a Esoteric Section of the Theosophical Society, vinculada
· 1889: na França escreve 'A voz do Silêncio' e 'A Chave para a Teosofia'.
· 1891: falece a 8 de maio em Londres
Sua vida a qualifica como uma das mais extraordinárias criaturas de todos os tempos, teve a coragem de quebrar diversos tabus do século retrasado:
· Foi uma mulher totalmente emancipada,
· Numa época difícil para viagens e para comunicação, viajou constantemente pelo mundo inteiro,
· Possuia grandes poderes psíquicos, atraindo grande curiosidade,
· Repudiou publicamente o cristianismo vigente à época e converteu-se ao budismo,
· Mostrou ao mundo o conhecimento milenar tradicional da Índia,
· Sem qualquer título universitário contestou inúmeras idéias em vigor à época,
· Tinha total desprezo à opinião pública, não pretendia ser agradável a ninguém.